Voltar para o site da Meimei
Mordidas na creche, como lidar com essa situação +

Quando colocamos nossos filhos na creche, não entendemos porque em algumas situações ele é mordido por outro amiguinho. Questões como essa deixam os pais muito angustiados, tanto de quem mordeu quanto o que foi mordido.

Para isso, é necessário que os responsáveis entendam que a criança está iniciando os primeiros contatos com o mundo e é através da boca que ela chora, mama e também brinca com os objetos levando-os até a boca para morder. Chamamos essa fase de conhecimento oral e que de certa forma é passageira. Sabemos também que a mordida pode ser uma forma de expressão de insatisfação ou de euforia por parte da criança.

O que fazer, então, nesse momento tão difícil para os pais e cuidadores da criança dentro da creche?

Em primeiro lugar, sempre se deve abaixar ao tamanho da criança e conversar com ela olhando em seus olhos. Quando o bebê entende pela sua fisionomia que você está triste ou zangado pela atitude dele, vai entendendo que o que ele fez não foi bom. Assim como, se seu filho fizer algo de bom, se deve elogiar com uma fisionomia de felicidade, já que eles ainda não sabem diferenciar o que é o bom ou o ruim.

Outro aspecto importante é a relação dos pais com a criança dentro de casa, pois as brincadeiras de mordida pela fofura do bebê podem confundi-lo do certo ou errado. Lembrando sempre que é nessa fase, antes da fala, que eles começam a se expressar oralmente e depois param de morder.

Os pais sempre devem ser avisados pela creche que a criança mordeu ou foi mordida.

Caso essa fase prorrogue por muito tempo ou a criança ainda esteja mordendo repetitivamente, sugerimos uma avaliação de psicólogos para ajudar os responsáveis e educadores a lidar melhor e compreender se existe algum outro motivo além do normal dessa fase oral.

Como escolher um transporte escolar para seu filho +

Hora de ir para a escolinha, mas que tal ir sem a mamãe ou o papai?
Confira os cuidados necessários para contratar um transporte escolar

Durante a semana, você chega atrasada no trabalho porque leva a criança na escola. Quer mudar essa situação? Procure um serviço de transporte escolar para ficar mais tranquila. Mas, antes de contratá-lo, é preciso prestar atenção em algumas regrinhas importantes.

Quem pode levar os alunos? Autônomos, empresas e escolas. A responsabilidade em conduzir um veículo com crianças é redobrada. Segundo o Instituto Brasileiro de Estudo das Relações de Consumo (IBEDEC), o motorista precisa obter o cadastro de condutor junto ao Departamento de Transportes Públicos (DTP). Além dos documentos necessários para estar habilitado à função, ele deve realizar e concluir o curso de treinamento para escolares.

Para garantir a legalidade do serviço, o veículo e o motorista devem estar cadastrados no Detran. A autorização do Departamento Estadual de Trânsito deve estar na parte interna do veículo e em local acessível para a visualização. No material é possível conferir o número máximo de passageiros permitido para o embarque.

 

Contratar ou não o serviço é uma opção exclusiva dos pais ou dos responsáveis pelo pequeno. Caso seja feita alguma indicação pela escola, tudo bem. Porém, a decisão é sua.

Busque referências quanto ao transporte no próprio colégio ou converse com outros pais que conheçam os serviços.

Um passo importante é verificar a estrutura do veículo, tanto externa como interna. O veículo tá sempre limpo? Os pneus parecem em ordem? É fundamental haver um cinto de segurança para cada aluno. Jamais aceite que o seu filho seja transportado em pé, isso é proibido. As janelas não devem abrir mais do que 10 centímetros. A mamãe também não pode esquecer de prestar atenção na higiene e no conforto dos ônibus. Vale também dá uma de “investigador” e seguir de longe o transporte para ver como ele se comporta no trânsito, se dirige de maneira sóbria ou se dirige como um “louco”. Também importante ter todos os meios de contato possíveis do condutor, como os telefones.

Atenção! Alguns municípios são rigorosos com a fiscalização desse tipo de veículo o que nos dá uma certa tranquilidade, mas em compensação existem muitos municípios que nem sabem que esses veículos existem. Portanto, não deixe de fiscalizar as condições do veículo e do condutor, afinal, é seu filho que estará sendo transportado e não um saco de batatas.

No contrato é necessário conferir se o serviço é cobrado no mês de férias e se é prestado fora dos meses letivos (se o aluno estiver de recuperação, por exemplo). O acompanhamento de uma outra pessoa no interior do carro também é indicado. Há período de vigência, data e forma de pagamento, percentual de multa, encargos entre outros requisitos? Preste atenção nesses detalhes do contrato para evitar futuros contratempos.

Agora que você já está informada, a etapa final é fazer a escolha certa. Todo o alvoroço do trânsito nas grandes cidades não será diminuído, mas, quem sabe, a mamãe possa até acordar um pouquinho mais tarde, não é?

Adaptação da criança na creche: ansiedades e possibilidades +

A creche é uma espécie de segunda casa das crianças. Elas vão passar boa parte de seu dia neste ambiente. Na realidade, é o primeiro de uma sequência de lugares educativos, se entendermos a creche como a porta de entrada da vida escolar.

Para as famílias da Educação Infantil o ambiente da instituição é novo e desconhecido. Iniciar a apresentação do local com pais e responsáveis e, depois, deixar para eles a tarefa de conduzir a criança na sua primeira visita vai assegurar para os pequenos que o local conta com sua aprovação.

A entrada dos pequenos na creche é motivo de tensões pois nesse processo há angústias, curiosidades, mudanças e surpresas. Porém, é preciso saber que a adaptação não ocorre uma única vez, cada novo ano, volta de férias, de um período de afastamento, acontece o recomeço.

Muitos sentimentos e emoções acometem os pequenos e demandam sensibilidade e delicadeza da equipe:
1) O MEDO DE FICAR PARA SEMPRE NA ESCOLA – Apesar do acolhimento das pedagogas e auxiliares de classe é importante que os pais esclareçam e incentivem a criança dizendo o que irá acontecer, que vão voltar para busca-la.

2) QUERER FICAR COM A MAMÃE – Claro que a criança deseja ficar com quem conhece, seja a mãe, a avó, o pai ou o cuidador. O vínculo com as pedagogas e demais funcionários está apenas começando. As profissionais devem fazer parceria com os pais para construir o novo vínculo com as crianças. Para isso, algumas dicas fundamentais:

3) O DESEJO DE PERMANECER COM O OBJETO TRANSICIONAL- Caso a criança queria, nos primeiros dias, permitir que traga algum objeto de casa. Essa é uma boa maneira de fazê-la se sentir reconfortada. É como se ela estivesse levando uma parte, um cheirinho, de casa consigo. Aos poucos, a criança vai trocando o objeto transicional por brinquedos e brincadeiras da escola.

4) FALAR SEMPRE A VERDADE PARA A CRIANÇA – Isso é fundamental. Conversar com os pais para que não prometam aquilo que não farão ou não cumprirão:
⇒ Não fugir da criança, despedir-se dela, mesmo que ela chore.
⇒ Pedir aos pais que digam à criança que irão voltar e solicitar que voltem no prazo estabelecido ou sugerido.
Mas é essencial não prolongar a despedida! Assim que se despedirem, instruir os pais a saírem da sala.

5) EVITAR PERGUNTAR À CRIANÇA SE ELA QUER VIR À ESCOLA – A decisão de frequentar a creche deve ser tomada por pais e responsáveis e não pela criança. Além do que, a grande maioria, sem conhecer ou estar adaptada à creche, prefere ficar em casa, onde o ambiente é acolhedor e a criança é tratada como prioridade total. Você não preferiria isso também?

Assim, fundamentalmente, a adaptação é a construção de uma relação criança-escola-pais (responsáveis) que tem que ser alimentada para ganhar solidez.

Em muitos casos, embora a criança esteja aparentemente adaptada à rotina escolar, pode ocorrer uma espécie de retrocesso, ou seja, depois de alguns dias chegando bem à creche e se mostrando disposta, a criança passa a não querer mais frequentar a escola. Esse fato pode ter muitas causas, a mais frequente é a ausência de novidades no espaço escolar ou até a presença das regras naturais que regem os grupos sociais, às quais o pequeno não está habituado.

Explicando melhor, há crianças que exploram todo o ambiente em poucos dias, que adoram entrar na escola, pegar brinquedos e se divertir em todos os lugares oferecidos pela professora. Aí, as novidades acabam! Em casa, criança prevê o que irá acontecer e…. não quer mais vir à escola. Também existe a criança que é única ou quase única em casa e, de um dia para o outro, passa a ter que esperar a sua vez para beber água, ir com todo o grupo lavar as mãos ou aguardar sua vez para brincar com um brinquedo que está com outra criança.

A organização dos espaços na educação infantil é reconhecida como o “segundo educador”. No período de adaptação, os desafios apresentados pela escola podem encorajar as crianças a participarem das propostas e criar um clima positivo de pesquisa e descobertas, relacionamentos e cooperação, possibilitando melhores oportunidades de estabelecer uma conexão com a escola. Planejar uma sala acolhedora com cantos e propostas desafiadoras, que se alternam, é uma estratégia para apresentar inovação e instigar a vontade de voltar para a creche.

Compreender o que as crianças estão “dizendo” é importante para o profissionais identificarem mudanças de rota e novas ações. A pedagoga precisa estar preparada para ler o feedback (as respostas) da criança de uma maneira diferente. Não é só a palavra, mas o corpo da criança que fala. Este momento é uma novidade para os pequenos e uma novidade para a gente também. A criança não é só palavra, é o corpo que fala”

As reações da criança à separação da mãe têm sido distinguidas entre o protesto e angústia. O protesto da separação é a resposta da criança quando a mãe a deixa (choro, gritos, birra, jogar-se no chão etc.). A angústia de separação é o sentimento que fica na criança por ter sido deixada por sua mãe.

Enfim, com a tranquidade da família e da equipe escolar a adaptação da criança acontece naturalmente.